As IAs de hoje em diante: uma análise entre o desequilíbrio e a utilidade

    Atualmente, a temática da Inteligência Artificial está em voga graças aos grandes desenvolvimentos de Geradores modernos capazes de sintetizar textos, produzir fotos, obras de arte e até vídeos, tudo a partir de uma base de dados virtual de milhares de terabytes. A partir disso, a população contemporânea se encontra em conflitos morais a respeito das IAs, qual o limite fornecido por elas? E o quanto sua utilização prejudica o ser humano e desequilibra a sociedade ou ela pode, de fato, ser uma ferramenta para a evolução humana?

    Há vários indícios de que a sociedade se ajoelhe perante suas próprias obras, a partir da obra Animação Cultural é possivel analisar esse ponto: os objetos tornaram-se dependência da humanidade, penetrando no convívio social, nas profissões, nas necessidades e tudo que há no mundo moderno. Sob uma vista mais exclusiva, percebemos as IAs tomando o espaço para filtrar gostos e interesses, profissões são substituídas por redes neurais virtuais e o espaço para a humanidade, aparentemente, vai se restringindo pela sua própria criação. No documentário Dilema das Redes é possivel traçar um paralelo ainda mais nítido, as condições de dependência das máquinas e de seu algoritmo se tornou algo intrínseco no cotidiano social, observa-se, portanto, um certo desequilíbrio do uso do ambiente virtual pela sociedade, ocasionando um aspecto negativo na utilização das redes.

    No entanto, é possivel utilizar um contraponto em como as IAs e a tecnologia podem favorecer o progresso humano.  Nessa ótica mais otimista, as IAs são nitidamente incapazes de fornecer o auge do raciocínio humano: a criatividade com restrições, conforme descreve o artigo A Falsa Promessa do Chat GPT do New York Times, ou seja, há um limite das redes neurais quanto a habilidade humana de ser critico, criativo e relacionar circunstancias com logica, logo, as Inteligências Artificiais apenas aceleram alguns aspectos que ja seriam realizados por humanos, contudo, nao os substituem, assim como a fotografia nao substituiu o retrato ou a arte no seculo XIX e XX.

    Logo, é interessante raciocinar sobre as IAs de forma positiva mas com ressalvas, nao é viável entregar o destino as redes virtuais, tornando-se completamente dependente delas, mas usá-la como ferramenta para o progresso social, artístico e cientifico para uma nova fase, valorizando as características somente humanas, o criador pelo criador.

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